La región metropolitana de natal:
Una metrópoli emergente brasileña
DOI:
https://doi.org/10.20983/decumanus.2026.1.7Resumen
Al igual que en todo el mundo, Brasil y América Latina se enfrentan a una expansión desmesurada de sus áreas urbanas, en procesos aparentemente contradictorios: la multiplicación de ciudades de diferentes tamaños. Este proceso remite de manera incisiva a la construcción de acuerdos federativos capaces de contemplar la complejidad de la gestión del territorio organizado a partir de nuevas escalas espaciales. La mayoría de las ciudades, independientemente de su tamaño o dimensión, cuentan con estructuras políticas y administrativas fragmentadas para gestionar los intereses compartidos de sus jurisdicciones municipales. Ha llamado la atención la necesidad de contar con sistemas federativos de gobernanza que faciliten la coordinación en todos los niveles de gobierno y consoliden mecanismos eficientes para la toma de decisiones en materia de desarrollo territorial y económico de las regiones. La necesidad de comprender el fenómeno urbano más reciente, más allá del ámbito metropolitano, se convierte aquí en un propósito. Este articulo tiene como objetivo contribuir para la comprensión de aspectos relevantes del proceso de metropolización brasileño en lo que respecta al futuro de su red urbana y comprender la importancia de la planificación territorial de las regiones metropolitanas, los aglomerados urbanos emergentes o las metrópolis emergentes, tomando Natal (Río Grande del Norte) como ejemplo. El texto se basa en la acumulación y los resultados de investigaciones desarrolladas en los últimos años sobre cuestiones territoriales y sus prácticas de gobernanza, reconociendo que la configuración morfológica en expansión complica mucho más la implementación de políticas públicas adecuadas a las exigencias del desarrollo urbano. Aunque en la formulación de estas políticas se prevé la ejecución de funciones públicas de interés común a más de una unidad político-administrativa, su gestión exige prácticas cooperativas, que no encuentran eco en una estructura político-institucional que no presenta indicios de pactos que rompan la fragmentación existente. De ahí la necesidad de abordar el problema de la gobernanza metropolitana en el Brasil actual.
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